MICRO ORQUÍDEAS BRASILEIRAS
"Flores pequenas"
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RELAÇÃO DE NOMES E DE ORIGEM
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NOME
FOTO
PROCEDÊNCIA
MAIS
   
Acianthera luteola
SIM
SEM DADOS
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Acianthera pectinata
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SEM DADOS
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Acianthera saudersiana - (Pleurothallis)
SIM
SEM DADOS
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Anathallis Obovata
SIM
SEM DADOS
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Baptistonia echinata
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SEM DADOS
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Bulbhophyllum ipanemensis
SIM
SEM DADOS
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Campylocentrum micranthum 
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SEM DADOS
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Dryadella Aviceps
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SEM DADOS
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Epidendrum peperomia
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SEM DADOS
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Lophiaris Pumila
SIM
Sudeste brasileiro
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Masdevallia Angel frost
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ES - MG - PE - RJ - SP
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Masdevallia obscurans
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SEM DADOS
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Microlaelia lundii
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Sudeste brasileiro
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Octomeria alpina
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Sul e Sudeste
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Octomeria stellaris Barb. Rodr.
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Praia Grande - SP
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Oeceoclades maculata (Lindl) Lindl
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Litorânea
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Ornithophora Radicans
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Serra do Mar
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Pleurothallis grobyi 
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Sul e Sudeste
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Pleurothallis leptotifolia 
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SEM DADOS
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Polidota imbricada
SIM
SEM DADOS
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Sophonitis cernua
SIM
SEM DADOS
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MICROORQUÍDEAS
Observações encontradas na apostila do nosso amigo Sr João de Pádua Neves.

Consideramos microorquídeas as plantas que possuem flores com menos de 1 cm de diâmetro.
A subtribo PLEUROTHALLIDEAE da série das ACRANTHAE reúne perto de 50 gêneros de pequenas plantas com inflorescências no ápice de seus caules secundários. Nós orquidófilos brasileiros, podemos destacar três deles, que são:
OCTOMERIA R. br., PLEUROTHALLIS R. br., STELISSWARTZ. 
Suas plantas apresentam as seguintes características:
? Não possuem pseudobulbo engrossado, mas um caule fino e rijo.
? Todas as plantas possuem somente uma folha.

OCTOMERIA

Muitas vezes confundimos as plantas deste gênero com as PLEUROTHALLIS, pois elas também apresentam folhas oblongas, lanceoladas ou roliças. O melhor meio de diferencia-las é pelo número de políneas de suas flores que neste gênero são oito.
Suas flores nascem sempre em forma de fascículos nas axilas das folhas, e pode-se observar que nas axilas das folhas velhas também aparecem novas florações. Seu rizoma é sempre curto e as plantas crescem em forma cespitosa, com caules secundários e folhas agregadas.

PLEUROTHALLIS
Grande gênero com cerca de 500 espécies. Distingue-se dos outros gêneros por suas flores terem somente duas políneas. Suas flores têm sépalas grandes, geralmente muito maiores que as pétalas.
Sépalas laterais fortemente crescidas, dando à flor a aparência de bico, forma típica do gênero. A forma das folhas é variável, existindo também folhas oblongas, lanceoladas ou roliças.
Podemos destacar dois grupos pelo seu crescimento. Um com rizoma curto e caules secundários agrupados, inflorescências racimosas. O segundo grupo, com rizoma rasteiro e comprido, caules secundários distanciados ostentando uma a três flores, nascendo sobre pequenos pedúnculos nas axilas das folhas.

STELIS
Miniplantas que possuem flores pequenas lembrando uma estrela com três pontas, pois têm pétalas triangulares, obtusas, bem abertas e um mesmo plano. Suas pétalas, labelo e coluna são minúsculas e quase invisíveis a olho nu. Suas inflorescências compõem-se de racimos com muitas flores. Um fato curioso é haver espécies cujas flores abrem à noite e outras durante o dia, em função da luminosidade.
CAPANEMIA uiliginosa
O aspecto desta espécie assemelha-se muito ao de uma BRASSAVOLA em miniatura. Pseudobulbos com 1 cm e folhas de 5 cm cilíndricas, espessas, carnosas e pontiagudas. Hastes florais delicadas e pendentes, com flores de 0,5 cm de diâmetro.
Flores brancas com uma pequena mácula amarela no centro do labelo. É, sem dúvida, a microorquídea conhecida mais decorativa. Nasce nos matos sombrios desde Espírito Santo até Rio Grande do Sul, Brasil. Floresce de setembro a dezembro.
WARMINGHIA eugenii
É uma rara espécie de microorquídea brasileira. Pertence ao grupo das ONCIDIUM e suas flores totalmente brancas surgem em racimos pendentes. A planta requer muita umidade e sombra completa, não suportando luz direta do sol, para desenvolver-se bem convém instala-la em galhos finos de arbustos vivos, do tipo da azaléia.

CULTURA DAS MICROORQUÍDEAS

A cultura dessas plantas não oferece maiores dificuldades. Com um pouco de boa vontade e dedicação, em pouco tempo podemos fazer uma bela coleção. Cultive-as em local mais sombrio e mais úmido do que os recomendados para as outras orquídeas. Pulverize o ambiente e as plantas diariamente, na parte da manha e à tarde, mesmo durante o inverno. Cultive-as em pequenos vasos plásticos, em xaxim desfibrado ou sphagnum. O seu substrato deve ser trocado anualmente.
Um método de plantio das MICROORQUÍDEAS, experimentado pelo Orquidário JOPANE, que deu resultado satisfatório, comprovado e com grande sucesso na XI Orquídea Fest, realizado pela AOD em outubro/novembro de 2003, foi o plantio em árvores vivas, miniaturizadas, o Bonsai.

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MINIORQUÍDEAS, MICRO E BOTÂNICAS

Plantas de porte médio ou grande de flores avantajadas ou bonitos conjuntos de coloridos vários são as preferidas dos aficionados, como CATTLEYA, LAELIA, MILTONIA, ONCIDIUM, VANDA, PHALAENOPSIS, DENDROBIUM, CYMBIUM, entre outros. Entretanto, na orquidofilia existem exemplares diferentes, que fogem dos padrões clássicos e se destacam, enriquecendo e diversificando as coleções – algumas já saturadas dos padrões e dos mais diversos híbridos.
E para citar grupos realmente diferentes, as MINIORQUÍDEAS, MICRO e BOTÂNICAS são ótimas representantes.
Mas como distingui-las? Na verdade, há uma interligação muito grande entre elas. Visando principalmente a apresentação em exposições, apenas foi criado um conceito para diversificar indivíduos diferentes, dando condições de concorrência entre si. Dessa forma, atenua-se o peso das “grandes preferidas” e proporciona-se satisfação àqueles que lhes dão abrigo.

MINIORQUÍDEAS

São plantas menores, mas de flores grandes em relação a seu porte. Os exemplares típicos são as HADROLAELIAS, entre as quais destacamos a LAELIA pumila e a LAELIA spectabilis. Essas duas LAELIA, têm grande capacidade de transmitir a característica do pequeno porte para os descendentes, conservando ou aumentando o tamanho das flores. Outro caso são as SOPHRONITIS, que embora mais conhecidas na categoria MICRO, são usadas para redução do tamanho, principalmente com LAELIA e  CATTLEYA. Mesmo as SOPHRONITIS tendo o labelo das flores reduzido – o maior destaque são as pétalas – transmitem coloridos fortes e acentuados.
Muitas POTINARAS e outros exemplares pequenos são resultado de várias hibridações, quase sempre intergenéricos, procurando resultados compensadores nos tamanhos (planta reduzida e flor grande), nos mais diversos coloridos e na forma (harmonia entre os segmentos florais na relação entre labelo, pétala e sépala).
Outra grande vantagem das MINIORQUÍDEAS, e também das MICRO, é a redução de espaço necessário para cultiva-las, especialmente quando as coleções são acomodadas em apartamentos. Essa é a categoria de tamanho intermediário.

MICROORQUÍDEAS

As características básicas são o tamanho sempre pequeno da planta e da flor, embora essa última possa aparecer em conjuntos. Aqui o campo é vastíssimo e atinge a maioria dos gêneros.
BIFRENARIA, EPIDENDRUM, ENCYCLIA, ONCINDIUM, LAELIA e outros semelhantes têm seus “anões”, mas os PLEUROTHALLIS, STELIS, MASDEVALLIA, entre outros, são os campeões da miniaturização, pois além de MICRO, apresentam as MICRO–micro, que podem caber em um dedal.
A conhecida ENCYCLIA bracteata fica sumida entre as gigantescas ENCYCLIA longifólia e ENCYCLIA megalantha. A BIFRENARIA wendlandiana mal poderá ser vista quando em confronto com a BIFRENARIA tyrianthina.Os ONCIDIUM harrizonianum e edwallii hians ficam minúsculos quando próximos a um ONCIDIUM crispum ou mesmo um ONCIDIUM barbatum. Isso sem falar das muitas outras pequenas plantas desses gêneros afortunados e de aspecto envolvente.
As MAXILLARIA, como muitas espécies de tamanho grande, também apresentam miniaturas e quase sempre com efeitos bonitos, pelo conjunto das pequenas flores.
Os PLEUROTHALLIS, entretanto, apresentam uma variação impressionante no tamanho de suas espécies e conjunto de flores, que se apresentam das mais diversas formas, podendo ser únicas, praticamente sem pecíolo (haste), em cachos, com hastes menores que as folhas, com hastes sobre as folhas, hastes altas. Só o grupo do PLEUROTHALLIS grobyi – espécies parecidas, mas diferentes – é de encher os olhos dos apreciadores de pequenas belezas.
O gênero MASDEVALLIA, com flores em pétalas e sépalas concrescentes (unidas) por haste e únicas, é um dos mais desejados entre as MICRO.

BOTÂNICAS

Por não se enquadrarem corretamente entre as categorias clássicas, mini ou micro, grande parte das espécies ou exemplares de orquídeas são consideradas simplesmente BOTÂNICAS.
Essa nomenclatura apenas reforça o que realmente são. Porém, como citar uma planta grande com flores pequenas? Ou uma planta grande com flores médias ou pequenas, isoladas em cachos ou em hastes? Como não se pode criar uma categoria para cada espécie, as “sacrificadas” estão unidas em uma só
Um EPIDENDRUM vesicatum (de crescimento invertido), de aspecto ornamental e flores pequenas, só não seria BOTÂNICA se fosse criada para ele uma categoria de “plantas curiosas”. Como bom colecionador, o orquidófilo tem o direito, contudo, de alimentar suas fantasias, adicionando a seu bel-prazer a categoria que bem desejar.
 

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DICAS DE CULTIVO DE MICRORQUÍDEAS
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por Carlos Akselrud Gouveia
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Matéria encontrada no site:
http://www.orquidario.org/reuniao/palestras2007.htm
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Primeiramente vamos falar sobre o conceito de coleções: algumas pessoas são meramente juntadores de orquídeas. Colocam em um canto de sua casa ou apartamento um grupo de orquídeas, compradas ou recebidas de presente, sem nenhum critério de escolha. Estão lá porque tinham uma flor bonita. Em dado momento, evoluem para colecionadores e começam a comprar por gosto com a planta. Em seguida tornam-se orquidófilos, ou seja: uma pessoa que gosta de orquídeas, estuda para melhor saber a respeito delas, onde são encontradas e como devem ser cultivadas. 
Dentre os orquidófilos existem os especializados, que se fixam em um determinado gênero ou espécie e procuram saber tudo a respeito e tentam adquirir o que existe de melhor e mais bonito no gênero escolhido ou espécie escolhida. Já os diversificados procuram variedades, raridades, originalidade. Muitas vezes as plantas não são bonitas, mas dão prazer individual, apenas. Como exemplo tem Pteroceras unguiculatum (sinônimo: Sarcochilus unguiculatus) cuja flor abre às 8h da manhã e por volta das 16h já está murcha. Não dá para ser exibida. Apenas o dono tem o prazer de vê-la florescer.
Naturalmente existem rixas. Quem coleciona espécie acha os híbridos um horror e vice versa.
As microrquídeas são por si só difíceis de serem classsificadas. 
Afinal, o que é uma micro-orquídea? 
O Pleurothallis é uma micro-orquidea? 
Neste caso, é indiscutível. A planta é pequena e a flor também é pequena. Não há o que discutir. 
A Sophronitis coccinea é uma micro-orquidea? A planta é pequena e a flor já tende para grande, por isso não costuma ser chamada de micro-orquídea. 
De maneira geral, as micro-orquídeas apresentam flores com pouco ou nenhum interesse decorativo. São difíceis de encontrar, pois não é qualquer orquidário que as vende e são difíceis de cultivar, pois exigem um bom sombreamento, uma dose adequada de umidade.

HÁBITO VEGETATIVO
Algumas, como as pertencentes à sub-tribo Pleurothallidinae, não possuem pseudobulbos e, portanto, não armazenam água. Necessitam muitos cuidados com a umidade, que deve ser na medida certa para não matar a planta. 
As da sub-tribo Laeliinae que possuem pseudobulbos, são mais tolerantes às variações de umidade.
As pertencentes ao grupo Oncidiineae são pouco tolerantes a luz, pois, possuem folhas muito delicada.
Os gêneros Stereochilus e Cleisostoma, pertencentes à sub-tribo Sarcanthinae, também não tem como armazenar umidade e, por isso, precisam de cautela neste aspecto.

UMIDADE E ILUMINAÇÃO
As micro-orquídeas são muito sensíveis a mudanças bruscas no cultivo. Necessitam de umidade controlada, proteção contra excesso de luminosidade, pois suas folhas podem ser queimadas quando expostas ao sol e se isso acontece dificilmente se recuperam.

CARACTERÍSTICAS RELEVANTES 
São “free flowering” - Podem florescer várias vezes ao ano. 
Reflorescimento – Florescem nos bulbos antigos e geralmente florescem em todos os bulbos.
Especificidade de meio/suporte – Algumas não gostam de vaso, outras não se importam. 
Um exemplo marcante é a Constantia cipoënsis, que vegeta exclusivamente sobre as velozias. Qualquer tentativa de cultivar em outro suporte culmina em fracasso. Barbosella não crescem em vaso nunca, tem que ficar em toquinho, em lugar úmido. 
Efemeridade– Psygmorchis pusilla floresce o ano inteiro, mas duram no máximo dois dias.
Para um cultivo de sucesso é preciso sempre buscar informação sobre o substrato requerido para cada planta.

CUIDADOS
Tipos de vasos: devem-se procurar vasos que reproduzam o ambiente natural, pois não gostam de ser contrariadas e custam a sobreviver em condições adversas.
Ambiente de cultivo: buscar fazer micro-climas dentro do orquidário.

AMBIENTAÇÃO
Quando trouxer uma planta para a sua coleção deve-se começar a cultivá-la em ambiente mais escuro, mudando gradativamente para um mais claro até conhecer suas preferências. Quanto à temperatura, deve-se proceder da mesma maneira. 
Avaliar a umidade relativa de seu ambiente e, se for necessário, usar de artifícios, como, por exemplo, cultivo em garrafas pet fazendo um reservatório de água no fundo.

VENTILAÇÃO
Este item é fundamental pois todos os outros são anulados na falta de uma boa ventilação no seu ambiente e ventilação não quer dizer vendaval.

CONSEQUÊNCIAS
O cultivador de micro-orquídeas terá uma coleção personalizada, que será totalmente diferente da coleção de outras pessoas. Isto é o que alguns buscam quando cultivam micro-orquídeas. Acabam tendo destaque nas exposições e o desprezo dos repolhistas, que vão dizer que você tem estufa em uma caixa de sapato.